Papel 1
Martírio ridículo.
Punição sem sentido
De justiça parcial
Que não deve existir.
Cheiros e luzes
Em meio ao obscuro
Se movem do Dó
Ao Ré, ao Mi.
Será que um dia
Esse gás mortífero
De ar intolerante
Chegará ao fim?
Não sei, não sei de nada
Só sei que "minha casa"
é muito mais sua
Do que de mim.
Autor: Marks Vineyard
Papel 2
Local conturbado,
Distorcido, deformado,
Prisão de fractais brancos,
Amarelos e azuis.
Sons manuscritos
De berros e gritos.
Pessoas faltosas
De tudo de si.
Mancha, desgosto
Eu sinto,
Beirando o abismo
Do louco credor.
Que anda cercando
A porta e a entrada.
Guerras, falácias
Em meio ao pomar.
Autor: Marks Vineyard
Papel 3
Gélido cômodo
De parede branca,
Guardado na lembrança
Por azul anil.
Frieza árdua
De fileiras largas,
Marcadas e borradas
Com seres hostis.
Conhecimentos profusos?
Sim, faço me de surdo
Pois eu não quero ouvir
Esses ruins comuns.
Terra arrasada,
Almas desesperadas,
Por uma liberdade
Que não há de vir.
Autor: Marks Vineyard
