Blasfêmia de Ícaro ao Sol (Poesia)

Meu caminho são as nuvens.
Ventos que para mim são sopros
Me aguardam lá no topo.
Contra os ventos eu voo.


Atinge-me com a sua luz,
Estrela que beira o dia,
Reflito-te em meus olhos,
Clarão que me desafia.
Em um combate intenso,
Serei eu o vitorioso?
Um anjo ou uma lâmpada,
Quem de nós é o mais brilhoso?

O calor que de ti emana 
Fez de Ícaro um tolo,
Desvaneceu a cera das asas,
Não sou anjo, sou humano.

Gravidade traiçoeira 
De queda veloz e extensa.
Vívida seguirá minha vida,
Enquanto eu não desfalecer.

A morte vem e eu não cesso,
Esmoreço, grito e berro.
Não me ouviram, não me querem.
Águas, não me levem com você.


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