No estalo da mente humana,
Ouviu-se o início do consciente,
Do homem que hoje conhecemos,
Perdido nos próprios pensamentos.
Ouviu-se o início do consciente,
Do homem que hoje conhecemos,
Perdido nos próprios pensamentos.
Assim, te direi o que houve
Com os pecados deixados na mente,
Esquecidos pelo próprio homem,
Que permitiu o seu surgimento.
Porém, tenho um adendo;
Eles jamais deixaram de existir,
Apenas mudaram de rostos,
Mas ainda rondam por aqui.
O primeiro se chama tristeza.
No presente não é mais pecado,
Está mais para assombração,
Que assola o coração fraco.
Mas antes? Era tão temida,
Só agradava o Diabo.
A tristeza era um demônio,
Do homem, mais um pecado.
Agora falarei da mentira,
Que de pecado virou logística.
Não é mais coronela, é arma,
Artifício dos pobres de alma.
Usada com eficiência,
Tendo Lúcifer como dono dela,
Às vezes ele até que empresta,
Qual demônio que não “ama” ela?
Nesse instante, chamarei a Modéstia,
Para explicar o que me interessa.
Desde quando a Heresia é pecado?
Aceitam intolerância no Alto?
Não sei se é divergência ou intolerância,
Sou só uma poesia, não mente humana.
Apenas questiono, não trago respostas.
Sou continuação, nem fim, nem começo.
De 4 virou 5, cinco versos num trecho.
Por agora lhe conto, restou a Vanglória,
Mascarada e majestosa,
De glória virou soberba,
De soberba jamais foi glória.
Expulsa do céu, mas não da Terra.
Hoje é rainha! Dos homens de pedra.
Dos homens de fogo, e de todos os outros,
Que pegaram ou pegarão a lepra.
