Chá (Poesia)

Sobre a mesa de meus pecados, estava o bule dos meus anseios — que me faz tão bem.
Com a xícara, sirvo o chá para mim mesmo.
Mesa vazia. Apenas eu.
O chá estava frio, como de costume.
Um cheiro de tristeza me dói o nariz.
No primeiro gole... hesito por medo. No segundo... me dói.
No terceiro e no quarto... não sinto nada.
No quinto e no sexto... me traz culpa.
No sétimo e no oitavo... não tenho salvação.
No nono e no décimo... sinto o gosto amargo do chá.
Limpo minha boca e saio da sala.
Agora, não sinto a dor em meu nariz que me fazem chorar.São nesses olhos.

 By Kiev - Parceria •

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