Doce Voz de Hortelã (Poesia)

A sua voz se elevará
Como um canto dum pardal,
Que ressoa pelas matas
Em seu meio natural.

Meus aguçados sentidos
Conseguem sentir sua voz
Em tato ou olfato,
Em paladar ou visão.

A tua voz me ilumina
Como os raios de Sol,
Que refletem sua cantiga
Em varas com anzol.

Desse modo, eu contemplo
A beleza que há,
Vislumbrando teus cantos
Da Bahia à Guarujá.

O cheiro da hortelã
Traz a mim uma lembrança,
O odor de sua música
Sempre é cheirosa.

As notas que saem de ti
Jamais serão inodoras,
Pois de ti não saem pausas,
Mas sim, colcheias e fusas.

Não me cansarei de sentir
O teu doce cantar,
Como melancia madura
Adocicado já está.

Sua voz se inclina
Ao meu paladar,
Que estava a espera
De tua música.

Como o último adendo
Restou-me o tato,
Assim como o mar
Sua voz é água.

Como a madeira polida
Tua voz é límpida,
Assim como manjedoura
Sua voz traz vida.


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