Coletânia: Água

Aguar
 
Como lágrimas salgadas,
Caem gotas de água.
Sobre o solo arenoso
Ou sobre o concreto
Dessas calçadas.
 
Estende-se a chuva

De partículas líquidas,

Aquosas gotículas

Cheias de vida.

 

Poças que vibram

Quando a luz reflete.

Guarda-chuva não guarda,

Apenas repele.

 

Temporal instantâneo

De frescor repentino,

Cheiro manso,

Regador divino.

Autor: Marks Vineyard

Gotículas de H20

Partículas de água caem do céu,

Bruscamente ao solo encharcado,

Unindo-se a gotículas presentes no barro,

Unindo-se no asfalto inacabado.

Conglomerado de águas correntes,

Seguem na mesma vertente, em frente!

Luz do Sol faz-se presente, refletindo-as além

De seus próprios caminhos contínuos e sem fim.

Estas águas clamam por liberdade.

Eu disse — liberta-te águas — libertadas estão.

Ao rio, ao mar, e hão de voltar ao seu lugar,

Na vastidão de nuvens chamada de céus.

Autor: Marks Vineyard

[Sem Título]

Muitas vezes é como um rio profundo,

Largo, e sem muitos distúrbios,

Com correntes calmas e pacíficas.

 

Outras vezes é como um rio intermitente,

Onde as águas deixam de correr.

O rio não some, mas a água se esvai.

 

Sendo as águas os meus pensamentos,

E o rio os meus sentimentos,

Explicando-lhe para que não entenda mal:

 

Em alguns momentos o rio atormenta-se,

Violento e com suas chuvas torrenciais,

Que fazem com que ele venha a transbordar.

Autor: Marks Vineyard
   

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